quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Senado retira projeto de controle da internet

O Senado decidiu retirar de sua pauta de votações de hoje a análise do projeto sobre crimes digitais, que previa a identificação obrigatória de todos os usuários de internet no país, item que causou forte polêmica.

Após reação pública negativa, vários parlamentares pediram que a análise do projeto fosse adiada. O presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) pediram publicamente mais tempo para avaliar a proposta.

Não há novo prazo definido para que o projeto retorne à pauta de votações da casa. Antes de ser votado pelos parlamentares, o projeto será submetido a debate público e poderá sofrer mudanças.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Projeto de lei quer controlar acesso à Web brasileira

Quase não acreditei quando li esta notícia hoje: "A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de realizarem qualquer operação na rede. De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, até tarefas cotidianas, como enviar e-mails, conversar em salas de bate-papo e baixar arquivos como músicas ou filmes, serão bloqueadas caso o usuário não forneça alguns dados pessoais. O projeto estabelece que, quem quiser se conectar, deverá informar seu nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF às companhias provedoras de acesso." O autor do projeto é o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Caso o referido projeto seja aprovado, será possível monitorar precisamente o que cada usuário faz quando está online, sabendo que sites visita ou que tipo de arquivos está baixando da rede, como músicas ou filmes.

A favor do projeto estão os bancos e as empresas de cartões de crédito. Contra o projeto estão os provedores de acesso e, acredito, a grande maioria da população. Concordo que estão ocorrendo muitos crimes online atualmente e que isso tende a crescer ainda mais. Mas, acabar com a privacidade é uma solução muito radical. Antes que alguma atitude dessa envergadura seja tomada, muitos estudos e discussões deveriam acontecer, bem diferente da forma que está sendo feito.

Vamos aguardar para ver!

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Bolha 2.0

Tenho certeza que a maioria das pessoas já se deu conta da transformação que está acontecendo na Web (web 2.0), através de novos serviços e formas de interação. Devem ter notado também que os novos booms são os sites que privilegiam a interação entre os internautas. Sites de relacionamentos em geral, de intercâmbio de músicas e, atualmente, de vídeo, são os queridinhos do Silicon Valley.

Recentemente, o YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão, o que está pressionando o Yahoo a comprar o site de relacionamentos Facebook por algo em torno de US$ 1 bilhão. Tudo isso por causa da grande quantidade de usuários dessas comunidades, seja de relacionamentos, seja de intercâmbio de vídeos ou informações. Isso que o YouTube perde cerca de US$ 1,5 milhão mensais e tem uma receita baixíssima, sendo que o que mantém o site ativo é puro dinheiro especulativo de investidores.

Seguindo o levantamento feito pelo digerati John C. Dvorak, o magnata da mídia Rupert Murdoch comprou o MySpace por US$ 600 milhões, em média 10 dólares por usuário do site. Agora, se o negócio do Yahoo com o Facebook sair realmente por US$ 1 bilhão, como possui cerca de 10 milhões de usuários cadastrados, o custo de cada usuário será o equivalente a 100 dólares. Um absurdo.

Dvorak resume muito bem a história: "a filosofia é, se você tem muitos usuários, aprenderá depois como ganhar dinheiro com eles, no entanto, ninguém sabe ao certo como".

Por isso o trocadilho com o termo Bolha 2.0: será esta uma nova edição da Bolha da Internet de 1999, quando idéias que pareciam boas, recebiam investimentos milionários e, simplesmente, não davam certo, ocasionando o posterior estouro da bolha? Existem muitas similaridades com esse fenômeno. Vamos aguardar para ver!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Governo Eletrônico

Participei, durante a semana que passou, do 34º SECOP - Seminário Nacional de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) Para Gestão Pública. Seminário muito oportuno por sinal, visto que estamos em época eleitoral e, na minha opinião, políticas de governo eletrônico devem ser levadas em conta na hora do voto.

Particularmente, acho difícil conceituar o que é Governo Eletrônico. Fico com a seguinte definição, citando Zweers & Planqué (2001): "Governo Eletrônico é um conceito emergente que objetiva fornecer ou tornar disponível informações, serviços ou produtos, através de meio eletrônico, a partir ou através de orgãos públicos, a qualquer momento, local e cidadão, de modo a agregar valor a todos os stakeholders envolvidos com a esfera pública." Esse e outros conceitos podem ser obtidos no site do EBAPE/FGV, que explica e ilustra muito bem o que é Governo Eletrônico.

Governar utilizando políticas de e-gov diz respeito a governar com transparência, a ofertar melhores serviços à população, diminuição de custos, inclusão digital, modernidade, crescimento (do país e do seu povo), entre outros. Portanto, antes de votarem, verifiquem se seus candidatos têm políticas definidas de e-gov. As TIC's são ferramentas indispensáveis para o crescimento do Brasil.

Abraços

terça-feira, 27 de junho de 2006

O mundo na sua tela

Já há algum tempo começaram a surgir opções de software para visualizar a Terra de cima, através de fotos de satélites e de aviões. O primeiro programa que conheci foi o Nasa World Wind, mas o que a maioria conhece atualmente é o estupendo Google Earth. A ficção dos cinemas está, cada vez mais, tornado-se a realidade. Cenas em que os satélites iam fazendo zoom, desde um ângulo mais amplo até encontrar a placa de um carro estacionado em determinada rua já estão ou estarão acontecendo em breve.

A qualidade das imagens varia e nem sempre é a melhor, principalmente no Brasil. Embora cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já tivessem um zoom muito bom há algum tempo, recentemente muitos outros locais do Brasil também foram contemplados com isso, inclusive cidades bem pequenas do interior. Por isso aconselho aqueles que já há algum tempo não acessam o programa a dar uma olhada agora. Eu mesmo fiquei muito surpreso e satisfeito com o que vi. Mesmo assim, nada se compara ao que se tem em cidades dos Estados Unidos, como Nova York, por exemplo, onde podemos ver os prédios da Big Apple em 3D, além de visualizar as fotos mescladas com os mapas, incluindo as direções das ruas e avenidas, um espetáculo. Acredito que isso algum dia deverá chegar até as nossas cidades, a esperança é a última que morre.

Além desses softwares, existem alguns sites que possibilitam dar uma de voyeur do planeta Terra. Alguns deles: Google Maps: versão online do Google Earth, com algumas limitações em relação ao programa, mas muito bom em pesquisas de locais como hotéis, por exemplo, além de utlizar a mesma base de imagens; Windows Live Local: versão da Microsoft para concorrer com o Google, ainda no limiar; Yahoo Maps: versão Yahoo, mas totalmente voltada a mapas e não a imagens; WikiMapia: utiliza a base de dados do Google e, da mesma forma que o Wikipedia e sites wikis em geral, permite que os usuário vão agregando informações às localidades. Além desses, muitos outros existem e outros ainda irão surgir, muitos deles irão utilizar a base de dados do Google, como o WikiMapia, já que o Google disponibilizou um framework para a criação de sites baseado nos seus mapas.

Portanto, a falta de tempo e de dinheiro não pode mais ser uma desculpa para você não conhecer o mundo!

Abraços

terça-feira, 20 de junho de 2006

WEB 2.0

Provavelmente a grande maioria dos internautas já tenham provado o seu sabor, talvez muitos nem se deram conta enquanto que outros com certeza perceberam: estamos em plena revolução digital, em direção à WEB 2.0.

Afinal, o que seria essa tal de WEB 2.0? Resumidamente, WEB 2.0 é uma nova geração de serviços e aplicativos disponibilizados online, através da Internet, onde a interatividade com o internauta é maior e há maior integração entre sites e serviços. O Gmail é um exemplo disso. O próprio Windows Live Mail, substituto do Hotmail, também é. Outro exemplo são as páginas personalizadas do Google, do Yahoo e do MSN. Aposto que todos que já utilizaram esses serviços notaram algumas diferenças em relação aos outros serviços disponíveis. As aplicações que outrora eram executadas localmente estão, gradativamente, migrando para a plataforma web. Hoje já existem pacotes de escritório acessáveis via browser. Aí está a razão de ser da WEB 2.0: a plataforma web.

Essa nova forma de criar aplicações através da web é possível graças a uma grande família de siglas e linguagens de programação, mas o que vocês devem ter em mente resume-se basicamente a esta: AJAX (Asyncronous Javascript And XML), disponível em diversos sabores (.NET, Java, PHP, etc). É por aí. Quem ainda não conhece ou conhece pouco sobre AJAX, aconselho que aprofunde-se no assunto o quanto antes, ou poderá ser atropelado pelo trem chamado WEB 2.0 que está vindo por aí.

Abraços

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Certificação Digital

Um assunto que gostaria de tratar aqui já há algum tempo é a certificação digital. Hoje, como participei de um fórum aqui em Porto Alegre, é uma boa oportunidade.

O último projeto que trabalhei como consultor foi um projeto de grande porte, nacional, chamado NF-e - Nota Fiscal Eletrônica (foi um dos estudos de caso do fórum de hoje). O projeto já está em funcionamento como piloto em alguns estados, aqui no Rio Grande do Sul inclusive. Nesse projeto, uma das premissas básicas era que houvesse certificação digital, mais precisamente que cada NF-e fosse assinada digitalmente através de certificados digitais padrão ICP-Brasil, como o e-CNPJ, por exemplo. E a NF-e está aí, com as devidas assinaturas digitais XML, padrão W3C, tudo como tem que ser.

Eu me considero um entusiasta da certificação digital. Gostaria muito de já ter em mãos o meu e-CPF, porém devido aos custos ainda elevados e, principalmente, às poucas utilizações possíveis, ainda sou um "e-CPFless". Mas acredito que logo poderei ter um. E muitas outras pessoas também. Escrevo isso porque em abril deste ano foi aprovada uma lei, aqui no RS, criando a AC-RS (Autoridade Certificadora do Estado do RS). E os primeiros a terem os certificados digitais emitidos pela AC-RS serão os servidores públicos do estado do RS, onde me incluo.

Porém, um aspecto me deixa preocupado. As pessoas apresentam a certificação digital como a solução definitiva de segurança. Se alguém se identificou com um certificado digital, então essa pessoa é ela mesma. Mas penso que isso não é de todo verdadeiro. No fim das contas, a utilização do certificado digital precisa da utilização de uma senha, o PIN. Então, se alguma pessoa perder o cartão ou ter o mesmo roubado e a pessoa que está com ele souber ou adivinhar o PIN, ela poderá se fazer passar pela outra. Por isso esse aspecto acredito ser muito similar ao cansativo login e senha, só que agora é certificado digital e senha.

Espero voltar a escrever em breve.

Abraços

Voltando

Quase quatro meses de inatividade. Isso não irá mais acontecer. Não deixarei mais meus queridos leitores sem ter o que ler.

Abraços

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Ainda Microsoft X Google

Aproveitando a inspiração que essas duas empresas que admiro muito estão proporcionando (os caras são bons mesmo, sou fã dos dois), vou comentar um pouco sobre uma disputa em particular, no que diz respeito a serviços de e-mail e mensagens instantâneas: Hotmail X Gmail e MSN Messenger X Google Talk.

O Hotmail foi meu primeiro e-mail. Criei a conta lzanuz@hotmail.com nos idos 1995, quando iniciava a faculdade de informática, época em que os sites modernos eram os que possuíam frames, novidade na época. Vou ficar com ele para sempre. É de estimação. No entanto, o Hotmail havia parado completamente no tempo. 2 Mb de espaço era o que tínhamos gratuitamente disponível. Então, surgiu o Gmail, com seus espaçosos 1 Gb de espaço (atualmente quase 3 Gb e contando). Mas o Google, sempre eficiente no seu marketing, só permitia convidados. Convites eram leiloados e vendidos pela web. Bom, logo consegui o meu: lucianozanuz@gmail.com. Confesso que no início não gostei. Preferia organizar meus e-mails em pastas e aquela história de labels não me seduzia. Mudei de opinião. Hoje sou fã incondicional da limpeza, leveza e presteza do Gmail, ante a lentidão, show de propagandas e spams do Hotmail.

Mas a Microsoft está alterando seu e-mail. Estou tendo a 'honra" de ser um dos usuários precoces do substituto do Hotmail, o Windows Live Mail Beta. Admito que a interface melhorou, ficando mais parecido com um cliente tipo Outlook Express. No entanto, a Microsoft, novamente, deixou a ferramenta lenta demais. Até parece que Bill Gates é dono da Intel ou da AMD, porque exige um processamento infernal. Pois é, então, qual é o vencedor no quesito e-mail? Embora também na versão Beta, meu voto não poderia deixar de ser dele: Gmail.

Outra disputa que está começando a acontecer é entre os softwares de mensagens instântaneas. O Messenger, que desbancou implacavelmente o saudososo ICQ, segue na frente, possuindo uma fatia muito grande do mercado. O Google Talk (Beta; aliás, o Google está com essa mania de tudo ser Beta, já está começando a encher) ainda está muito ingênuo, com poucas funcionalidades e decididamente muito simplório. Então, aqui a escolha não pode deixar de ser o Messenger.

Porém, a Microsoft, neste software, também abusou de mecanismos inúteis e de frescuras, tornando-o muito pesado. A versão Windows Live Messenger Beta, que estou testando, está insuportável. Se não ficar mais leve e mais ágil vai perder terreno, porque já vi pessoas instalarem esta nova versão e logo desinstalarem porque não aprovaram-na. Enquanto a Microsoft segue uma trilha de frescuras, o Google segue um caminho de profissionalismo acima de tudo, embora uma ou outra brincadeira de vez em quando (Google Moon, por exemplo).

De qualquer maneira, esta briga ainda vai longe. De uma lado um gigante, a Microsoft, e seus softwares consumidores de recursos. De outro lado, outro gigante, o Google, com seus softwares inovadores e leves, que poupam recursos do computador e mesmo assim deixam seus usuários muito satisfeitos.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Microsoft X Google

Duas das principais empresas de software do mundo estão travando, já há algum tempo, um duelo muito interessante em diversas frentes. A Microsoft, ainda soberana do software, já está acostumada a enfrentar forte concorrência, até mesmo porque ela está presente em uma infinidade de setores de software, como todos sabem. Porém, não desmerecendo os outros concorrentes, desta vez parece que a coisa tá ficando preta para a turma do Bill Gates. Muitos de vocês podem pensar que talvez eu esteja exagerando ou, até mesmo, "viajando", mas penso diferente.

Já vi a Microsoft, que no início não acreditava nem no potencial da Web, aparecer praticamente do nada com seu Internet Explorer e desbancar, sem nenhuma pena, o saudoso Netscape Navigator (lembram dos cometinhas enquanto as páginas eram carregadas?). Já a vi a turma do pingüim, há anos, esperneando e até conseguindo certo prestígio, porém, ainda não o suficiente (e quero deixar claro que sou fã do Linux) para desbancar o discutível Windows. Já vi disputas com IBM, Sun, Oracle e muitos outros, alguns até sobressaindo-se em suas disputas localizadas. No entanto, com o Google é diferente.

O Google simplesmente vem por todos os lados, e vem forte. Vai comprando tudo que é start up, fazendo tudo que é tipo de experiência com software, deixando seus funcionários livres para criar novos produtos, e crescendo, crescendo muito, como nunca antes fora visto em Tecnologia de Informação. O próprio Google Search, Gmail, Talk, Earth, Maps, Videos, Grupos e uma infinidade de produtos estão aí. E muitos mais deverão vir, para atrapalhar de vez a ainda imbatível Microsoft

Esta briga está cada vez mais bonita. Vale a pena acompanhar de perto, porque, sem dúvida alguma, quem vencerá acima de tudo será o usuário de tecnologia, que contará com mais softwares e serviços de qualidade, cada vez mais.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

"Novas" tecnologias?

Seguidamente nos deparamos com lançamentos de novas tecnologias ou tendências, que esperam arrecadar clientes e vingar no mundo disputado da Tecnologia de Informação. Usualmente, esses lançamentos são considerados inéditos. No entanto, muitos deles, se uma análise profunda fosse feita, não deixam de ser meros clones de tecnologias lançadas no passado e que, depois de algum tempo, foram consideradas ultrapassadas.

Poderia citar diversos exemplos. Um clássico, é o que se refere aos servidores das grandes organizações. Quando comecei no mundo de TI, o moderno era aposentar o mal-falado mainframe e partir para servidores menores, cada um com uma finalidade específica. A partir daí, praticamente todas as organizações substituíram seus mainframes por servidores menores. E assim foi se seguindo. Mas o que está acontecendo agora? Vejo, claramente, uma tendência das empresas eliminarem servidores menores, agrupando as suas funções em um servidor maior, com objetivos de redução de custos e maior facilidade de administração. Muito parecido com o que era o mainframe do passado.

Não quero, de forma alguma, dizer que isso ou aquilo estava errado, muito pelo contrário, porque se eu fosse um CIO naquela época com certeza teria aposentado o mainframe também. Apenas estou querendo deixar claro que, em Tecnologia de Informação, as coisas tendem a ser cíclicas, retornando idéias ditas como ultrapassadas, só que com outros nomes.

Outro exemplo claro são os chamados terminais burros, da mesma época, que quando eram ligados faziam o login diretamente no servidor e todo o processamento e armazenamento eram feitos nele. Atualmente existem os chamados Thin Clients, que não deixam de ser os antigos terminais burros modernizados.

E então, quais serão as “novas” tecnologias que surgirão este ano?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Primeira postagem!

Quem diria? Não imaginava que me renderia aos blogs. Pois bem, aqui estou eu...