terça-feira, 27 de junho de 2006

O mundo na sua tela

Já há algum tempo começaram a surgir opções de software para visualizar a Terra de cima, através de fotos de satélites e de aviões. O primeiro programa que conheci foi o Nasa World Wind, mas o que a maioria conhece atualmente é o estupendo Google Earth. A ficção dos cinemas está, cada vez mais, tornado-se a realidade. Cenas em que os satélites iam fazendo zoom, desde um ângulo mais amplo até encontrar a placa de um carro estacionado em determinada rua já estão ou estarão acontecendo em breve.

A qualidade das imagens varia e nem sempre é a melhor, principalmente no Brasil. Embora cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já tivessem um zoom muito bom há algum tempo, recentemente muitos outros locais do Brasil também foram contemplados com isso, inclusive cidades bem pequenas do interior. Por isso aconselho aqueles que já há algum tempo não acessam o programa a dar uma olhada agora. Eu mesmo fiquei muito surpreso e satisfeito com o que vi. Mesmo assim, nada se compara ao que se tem em cidades dos Estados Unidos, como Nova York, por exemplo, onde podemos ver os prédios da Big Apple em 3D, além de visualizar as fotos mescladas com os mapas, incluindo as direções das ruas e avenidas, um espetáculo. Acredito que isso algum dia deverá chegar até as nossas cidades, a esperança é a última que morre.

Além desses softwares, existem alguns sites que possibilitam dar uma de voyeur do planeta Terra. Alguns deles: Google Maps: versão online do Google Earth, com algumas limitações em relação ao programa, mas muito bom em pesquisas de locais como hotéis, por exemplo, além de utlizar a mesma base de imagens; Windows Live Local: versão da Microsoft para concorrer com o Google, ainda no limiar; Yahoo Maps: versão Yahoo, mas totalmente voltada a mapas e não a imagens; WikiMapia: utiliza a base de dados do Google e, da mesma forma que o Wikipedia e sites wikis em geral, permite que os usuário vão agregando informações às localidades. Além desses, muitos outros existem e outros ainda irão surgir, muitos deles irão utilizar a base de dados do Google, como o WikiMapia, já que o Google disponibilizou um framework para a criação de sites baseado nos seus mapas.

Portanto, a falta de tempo e de dinheiro não pode mais ser uma desculpa para você não conhecer o mundo!

Abraços

terça-feira, 20 de junho de 2006

WEB 2.0

Provavelmente a grande maioria dos internautas já tenham provado o seu sabor, talvez muitos nem se deram conta enquanto que outros com certeza perceberam: estamos em plena revolução digital, em direção à WEB 2.0.

Afinal, o que seria essa tal de WEB 2.0? Resumidamente, WEB 2.0 é uma nova geração de serviços e aplicativos disponibilizados online, através da Internet, onde a interatividade com o internauta é maior e há maior integração entre sites e serviços. O Gmail é um exemplo disso. O próprio Windows Live Mail, substituto do Hotmail, também é. Outro exemplo são as páginas personalizadas do Google, do Yahoo e do MSN. Aposto que todos que já utilizaram esses serviços notaram algumas diferenças em relação aos outros serviços disponíveis. As aplicações que outrora eram executadas localmente estão, gradativamente, migrando para a plataforma web. Hoje já existem pacotes de escritório acessáveis via browser. Aí está a razão de ser da WEB 2.0: a plataforma web.

Essa nova forma de criar aplicações através da web é possível graças a uma grande família de siglas e linguagens de programação, mas o que vocês devem ter em mente resume-se basicamente a esta: AJAX (Asyncronous Javascript And XML), disponível em diversos sabores (.NET, Java, PHP, etc). É por aí. Quem ainda não conhece ou conhece pouco sobre AJAX, aconselho que aprofunde-se no assunto o quanto antes, ou poderá ser atropelado pelo trem chamado WEB 2.0 que está vindo por aí.

Abraços

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Certificação Digital

Um assunto que gostaria de tratar aqui já há algum tempo é a certificação digital. Hoje, como participei de um fórum aqui em Porto Alegre, é uma boa oportunidade.

O último projeto que trabalhei como consultor foi um projeto de grande porte, nacional, chamado NF-e - Nota Fiscal Eletrônica (foi um dos estudos de caso do fórum de hoje). O projeto já está em funcionamento como piloto em alguns estados, aqui no Rio Grande do Sul inclusive. Nesse projeto, uma das premissas básicas era que houvesse certificação digital, mais precisamente que cada NF-e fosse assinada digitalmente através de certificados digitais padrão ICP-Brasil, como o e-CNPJ, por exemplo. E a NF-e está aí, com as devidas assinaturas digitais XML, padrão W3C, tudo como tem que ser.

Eu me considero um entusiasta da certificação digital. Gostaria muito de já ter em mãos o meu e-CPF, porém devido aos custos ainda elevados e, principalmente, às poucas utilizações possíveis, ainda sou um "e-CPFless". Mas acredito que logo poderei ter um. E muitas outras pessoas também. Escrevo isso porque em abril deste ano foi aprovada uma lei, aqui no RS, criando a AC-RS (Autoridade Certificadora do Estado do RS). E os primeiros a terem os certificados digitais emitidos pela AC-RS serão os servidores públicos do estado do RS, onde me incluo.

Porém, um aspecto me deixa preocupado. As pessoas apresentam a certificação digital como a solução definitiva de segurança. Se alguém se identificou com um certificado digital, então essa pessoa é ela mesma. Mas penso que isso não é de todo verdadeiro. No fim das contas, a utilização do certificado digital precisa da utilização de uma senha, o PIN. Então, se alguma pessoa perder o cartão ou ter o mesmo roubado e a pessoa que está com ele souber ou adivinhar o PIN, ela poderá se fazer passar pela outra. Por isso esse aspecto acredito ser muito similar ao cansativo login e senha, só que agora é certificado digital e senha.

Espero voltar a escrever em breve.

Abraços

Voltando

Quase quatro meses de inatividade. Isso não irá mais acontecer. Não deixarei mais meus queridos leitores sem ter o que ler.

Abraços