terça-feira, 24 de outubro de 2006

Bolha 2.0

Tenho certeza que a maioria das pessoas já se deu conta da transformação que está acontecendo na Web (web 2.0), através de novos serviços e formas de interação. Devem ter notado também que os novos booms são os sites que privilegiam a interação entre os internautas. Sites de relacionamentos em geral, de intercâmbio de músicas e, atualmente, de vídeo, são os queridinhos do Silicon Valley.

Recentemente, o YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhão, o que está pressionando o Yahoo a comprar o site de relacionamentos Facebook por algo em torno de US$ 1 bilhão. Tudo isso por causa da grande quantidade de usuários dessas comunidades, seja de relacionamentos, seja de intercâmbio de vídeos ou informações. Isso que o YouTube perde cerca de US$ 1,5 milhão mensais e tem uma receita baixíssima, sendo que o que mantém o site ativo é puro dinheiro especulativo de investidores.

Seguindo o levantamento feito pelo digerati John C. Dvorak, o magnata da mídia Rupert Murdoch comprou o MySpace por US$ 600 milhões, em média 10 dólares por usuário do site. Agora, se o negócio do Yahoo com o Facebook sair realmente por US$ 1 bilhão, como possui cerca de 10 milhões de usuários cadastrados, o custo de cada usuário será o equivalente a 100 dólares. Um absurdo.

Dvorak resume muito bem a história: "a filosofia é, se você tem muitos usuários, aprenderá depois como ganhar dinheiro com eles, no entanto, ninguém sabe ao certo como".

Por isso o trocadilho com o termo Bolha 2.0: será esta uma nova edição da Bolha da Internet de 1999, quando idéias que pareciam boas, recebiam investimentos milionários e, simplesmente, não davam certo, ocasionando o posterior estouro da bolha? Existem muitas similaridades com esse fenômeno. Vamos aguardar para ver!

2 comentários:

Anônimo disse...

Fala, Ganzi!
Bem.. a febre dos atuais hotsites da Web 2.0 durará até que os serviços deixem de ser de graça... Alguém lembra do Napster? Ou das febres de 'o maior conteúdo da web'?
Ganhar dinheiro? Só com novidades.. veja a venda de música on-line..
Mas, 'fala sério', quantos ainda usam freedownloaders em vez de serviços pagos?
[],
Senna!

Luciano Zanuz disse...

Não acredito que os serviços deixem de ser de graça. Os sites ganham dinheiro é com a perspectiva de venda de propaganda que a grande quantidade de usuários oferece. Veja o Google, por exemplo. Mas também não é tão simples assim.